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A 29 de fevereiro, teve lugar na sala Magalhães Lima do Grande Oriente Lusitano, o III Encontro de Associações de Inspiração Maçónica (AIM). A sessão contou com a presença de mais de 40 participantes.
Dos objetivos já enunciados nos Encontros anteriores - trocar informações e experiências, aprofundando o conhecimento mútuo – prosseguiu-se desta vez com o debate sobre o modelo organizacional. Na sessão intervieram diversos Irmãos convidados abordando os seguintes temas:
- Aspetos jurídicos da constituição de uma federação- Informação e transferência de conhecimento/ experiências- Abordagem aos modelos de apoio /financiamento- Debate sobre o documento “Estratégia de fortalecimento do movimento associativo de inspiração maçónica”Em termos de conclusão o Grão-Mestre Adjunto Carlos Vasconcelos que presidiu à sessão agradeceu a presença e a participação de todos e afirmou estarem agora reunidas as condições para dar corpo ao trabalho realizado, referindo a sua importância no quadro da Estratégia de comunicação, relações com a sociedade profana e consolidação da presença e intervenção no território.
A contribuição da Maçonaria na construção do futuro da Dignidade Humana
O tema do 16º Congresso do Grande Oriente Lusitano -Maçonaria Portuguesa é a síntese matricial da importância dos Direitos Humanos, para cuja consciência universal muito contribuíram os Maçons. Nunca esses direitos se proclamaram tão alto e nunca - é obrigatório aceitá-lo – estes foram tão reconhecidamente violados como no nosso tempo.
A tensão entre a aceitação generalizada dos Direitos Humanos e a sua constante violação, interpela, veementemente, os Maçons para contribuírem para a sua difusão, compreensão e realização em toda a extensão da sua intervenção; é uma luta permanente para os defender que nos responsabiliza particularmente.
Dai a importância deste 16º Congresso e do debate que se pretende vivo, critico e inovador. Na Maçonaria adogmática, melhor dito liberal, rica de experiências individuais, aberta à originalidade e ao inconformismo, não existem ortodoxias, nem pensamentos únicos, mas somente uma ortopraxia, uma maneira de ser, de acolher o outro, de escutar, de refletir em conjunto, e concluir por si.
E esta ortopraxia deverá ser praticada não somente em loja, mas também em cada acto da vida com grande rigor moral. Estamos certos de que as diversas intervenções no Congresso e os debates muito enriquecerão o património maçónico e cultural do Grande Oriente Lusitano -Maçonaria Portuguesa. Lembrando o artigo primeiro dos estatutos do homem de Thiago Mello: Fica decretado que agora vale a verdade. que agora vale a vida, e que de mãos dadas, trabalharemos todos pela vida verdadeira.
Fernando Lima, Grão-Mestre Grande Oriente LusitanoA DIGNIDADE HUMANA versus - Direitos, liberdades e garantias - Os desafios do progresso tecnológico - Limites éticos no tratamento e prevenção de doenças - A educação como pilar da cidadania Consulta o Regulamento
A Liga Portuguesa dos Direitos Humanos - Civitas (LPDH-Civitas) promoveu a 10.12.2019 no Auditório do Museu do Oriente, em Lisboa, um evento comemorativo do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a assinalar o 71.º aniversário da sua Declaração Universal.
Várias personalidades contribuíram com uma série de intervenções relacionadas com a data evocada, numa sessão intervalada com diversas actuações artísticas e que também teve por objectivo homenagear Teresa Tito de Morais. A sua apresentação esteve a cargo de Fernando Lima, Grão-mestre do GOL, que lhe fez a entrega de uma medalha, destacando o seu valioso trabalho em prol dos refugiados, enquanto fundadora e dirigente do Conselho Português para os Refugiados.
A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, ao citar António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, advertiu sobre as "hostilidades perturbadoras" em todo o mundo. "Não temos condições para ignorar, ou deixar de acompanhar com preocupação a multiplicação de focos de tensão e troca de provocações entre alguns actores internacionais; a fuga maciça de pessoas de teatros de guerra, da seca, da fome e da violência; o recrudescimento de extremismos, o aumento de intolerâncias, e os atropelos aos direitos humanos que se continuam a verificar em várias áreas do globo".
A governante destacou o importante caminho da Declaração Universal dos DH, como factor de progresso da humanidade em todo o mundo, mas advertiu também, para a emergência de novas desconfianças provocadoras do desprezo pelo outro, pela proliferação de fenómenos xenófobos e de recusa de apoio aos refugiados da fome e da morte, numa completa violação do direito internacional e humanitários.
O Grande Oriente Lusitano organizou a 19.10.2019, o II Encontro de Associações de Inspiração Maçónica. Os trabalhos tiveram início às 10h30, com a presença de 16 entidades, que se fizeram representar por 26 membros. Começaram por ser apresentadas as conclusões do I Encontro, que decorreu em Abril de 2019. A iniciativa foi criada com o objectivo de dar a conhecer as missões e as acções das várias associações, que têm na sua génese valores de inspiração maçónica. Nesse I encontro ficou expressa a necessidade de definir estratégias para que as associações possam realizar sinergias entre si.
Com base nisso foi efectuado recentemente um levantamento de dados, em que foram identificadas 31 associações com perfil considerado relevante. Muitas delas estiveram presentes neste II Encontro, em que tiveram a oportunidade de fazerem uma breve apresentação das respectivas associações. Deram assim a conhecer os seus objectivos, campos de acção, formas de actuação e também dos obstáculos que se apresentam ao seu desenvolvimento.
Até final do encontro foi possível verificar que há uma imensa diversidade nas associações presentes, algumas são quase centenárias e estão formalmente constituídas, enquanto que outras são recentes
O factor de ligação ao mundo profano é considerado um dos objectivos centrais nas Associações de Inspiração Maçónica. É por esta via que passa a acção cívica, cultural ou social que cada uma pretende desenvolver. Toda esta diversidade, presente neste II Encontro foi realçada simultaneamente como uma riqueza e um enorme desafio. e funcionam de forma informal. Umas são grandes instituições e têm avultado património, mas outras mal sobrevivem sem o trabalho solidário dos seus poucos membros. Muitas Associações são ou têm ligação ao mundo profano, embora outras sejam constituídas apenas por membros maçons.
Ficou patente a necessidade de criar uma estrutura comum, agremiações ou confederações, que possam potenciar sinergias. Neste sentido, foi criado um grupo de trabalho que, em breve, irá apresentar um plano de modelo colaborativo a constituir. Foi destacado que só as mais organizadas estas instituições, podem vir mais tarde a concorrer a eventuais apoios financeiros da União Europeia. O Grande Oriente Lusitano reconhece e apoia o trabalho desenvolvido na defesa dos valores da solidariedade e da fraternidade. Em suma - Pensar para Agir – bem poderá vir a ser o lema desta iniciativa.
O jornal i, na sua versão impressa, publicou no passado dia 21 de Setembro, uma grande entrevista a FERNANDO LIMA, Grão Mestre do GOL, que pode ser lida aqui .
A Escola Oficina Nº 1 recebeu no passado dia 18 de Setembro, uma larga audiência para assistir ao lançamento do livro "Um Homem Livre" da autoria de Carlos Moura de Carvalho.
Teve início com as intervenções de Zita Seabra da Alêtheia Editores e de António Ventura em nome da Sociedade Promotora das Escolas, entidades organizadoras do evento. A apresentação da obra esteve a cargo de duas personalidades de peso da cultura nacional - Lídia Jorge e Rui Vieira Nery.
O livro aborda a participação do bisavô do autor (Severino de Carvalho, 1867-1957) no movimento filosófico e cultural anarquista nos começo do século XX, mas como referiu Lídia Jorge “surpreendeu-me por não ser uma mera biografia, mas sim a reconstituição de um tempo histórico” na virada do século XIX para o XX, “de que há muito a dizer… Sintetiza uma utopia anarquista que acreditava no lema “Redimir pela Arte, vencer pela Educação”. O seu papel no Teatro Livre e na Escola Oficina foram apenas “algumas das muitas iniciativas que não ficaram enterradas, pois tal como hoje, naquela época também havia falta de recursos para a cultura”.
Rui Vieira Nery destacou o papel de Severino de Carvalho como elo de ligação entre intelectuais, como editor de livros e revistas, promotor de debates e criador do Teatro do Livre, que abriu a porta a uma nova estética cenográfica e à dramaturgia mais recente até então inédita em Portugal. O seu papel na criação da Escola Oficina nº 1 é igualmente inédito. Ao contrário do que até então acontecia no ensino, esta Escola tinha um modelo de educação “não prussiano ou autoritário” e oferecia oportunidades iguais para rapazes e raparigas, combinando o ensino teórico com as práticas oficinais. “O grande ideal anarquista de gente com a mão na massa” assim se pode definir o papel de Severino de Carvalho.
A finalizar, Carlos Moura-Carvalho referiu que o livro teve como ponto de partida a herança de um quadro do seu bisavô, personalidade de que quem quis saber mais. A trabalhar na área da cultura, dos direitos humanos e da propriedade intelectual, o autor destacou a importância das “fissuras no sistema” que a posição intelectual e prática deste seu antepassado então criou, atitude que considera necessária na atualidade com os novos meios de que dispomos.
No passado dia 4 de Julho, o Museu Maçónico Português organizou no Palácio do Grémio Lusitano o lançamento do livro “Uma vida de Herói - Morte e Transfiguração de Jaime Cortesão”, de Pedro Martins. A apresentação esteve a cargo de Miguel Real. A sessão pública contou igualmente com a presença de Daniel Pires e de Renato Epifânio, director da revista Nova Águia.
A desocultação iniciática de um dos maiores escritores portugueses do século xx - Jaime Cortesão - é neste livro feita através da leitura simbólica do ocultismo cifrado na sua literatura. Um surpreendente retrato espiritual do grande poeta e historiador que Pedro Martins nos apresenta.
Esta sua interpretação revoluciona, uma vez mais, a história da cultura portuguesa, ao demonstrar como a génese do movimento da Renascença Portuguesa tem as suas raízes no esoterismo judaico-cristão, inscrevendo-se num vasto horizonte que abarca Dante, Zohar e a Carta sobre a Santidade e se interliga com a maçonaria e o martinismo. O livro tem edição da Zéfiro.
